segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ainda existem razões para trabalhar com propaganda?

Será que existem razões para trabalhar com propaganda no Brasil?, mesmo sendo um mercado que tem um alto giro em investimento e poucos ganhos para o profissional?, será que vale a pena investir em pessoas que cursaram algo fora de Direito, Medicina, Administração ou Engenharia e foram cursar Comunicaçaõ, comunicação não é falar e escrever?, será que em um pais que tem alta taxa de preconceito em todos os níveis sociais, principalmente nos raciais e profissionais existem motivos?, será que vale a pena mesmo sabendo que 70% das pessoas não sabem diferenciar design e publicidade e o que cada um se responsabiliza?, vale continuar nesse mercado sabendo que 80% da população não sabe que publicidade é mais ramificada que a medicina e que um publicitário para realizar uma campanha de um determinado carro ele deve estudar todo sobre o mesmo, conceitos de física aeromobilística, motor, engenharia de motores, etc, que para fazer a campanha de medicina (de um remédio) ele deve conhecer conceitos de direito e respeitos éticos ao consumidor e medicina (o que o remédio faz, a causa, quem é público que sofre a enfermidade que o produto vem sanar) e mesmo assim linkar todo esse conhecimento ao que se aprendeu na faculdade, pós, cursos, mestrados, doutorados e pós doutorados?, existem doutores na publicidade?

Será? Vale?

A resposta....., não sei, talvez sim por ser um mercado que sofre os maiores níveis de investimento em curto período e que certas empresas investem mais do que o PIB de muitos paises, que muitas das pessoas que trabalham nesse mercado se respeitam ao nível de querer o bem comum em prol da modalidade profissional. Acho que sou muito humilde como publicitário para admitir que sim. Veja vídeo, ele apresenta com comunicação de forma melhor que as minhas palavras.

Assistam valem todos os segundos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Propaganda Que Faz Mal!


A coordenadora do instituto Pro-Teste e colunista do jornal Folha de São Paulo, Maria Inês Dolci, publicou em seu blog um arquivo onde explana e aponta a reação do mercado publicitário á restrição de propagandas dirigidas a crianças, utilizando um exemplo claro das propagandas de alimentos que fazem mal a saúde. O título do texto é “Propaganda que faz mal”.
                No início do texto são colocadas algumas métricas, uma que chama a atenção é que 72% das peças publicitárias são de fast foods, guloseimas, alimentos com açucares e sal excessivos.
Se analisado do ponto da comunicação, o texto traz uma questão muito pertinente para as escolas política, jurídica e de comunicação: é necessário uma regulamentação da publicidade?
                Comprovadamente, a publicidade em si não causa mal algum. O anunciante quanto a produto oferecido é defendido pela lei por anunciar seu produto e utilizar de um profissional para isso. Nunca na história da humanidade foram abordadas ou relatadas causas letais ou não de danos a saúde pela “ingestão indevida de publicidade”, e também nunca constou em laudos médicos a conclusão que o maior causador de mal a saúde fosse a propaganda de certo produto, sendo este do âmbito que for, desde alimentos a cigarros, pois a publicidade não pode obrigar ninguém a vir utilizar isso.
                Se analisado do ponto de vista critico, a publicidade é auto-regulamentadora de si mesma, pois é uma das únicas modalidades profissionais que obtém um órgão que tem alto impacto e reconhecimento social na acusação e pedido de retirada de propagandas com má índole e que firam a moral ou ética de alguma sociedade e este não tem nenhum vinculo político, legal ou fim lucrativo, sendo o CONAR.
                A publicidade é uma forma de comunicação que atinge a sociedade, pois trabalha com o objetivo de ser um meio informativo, sendo este no intuito social ou comercial.
A publicidade de produtos que causem mal a saúde é um ponto muito complexo. Pois a publicidade em si não tem como fazer alguém definir ou não a ingestão de algum produto. Se isso fosse possível, a medida de regulamentação já teria entrado em vigor há anos atrás.
                A publicidade dirigida a crianças menos ainda. Se essa medida fosse adotada, deveria ter início pelos utilizadores de propaganda e que fossem os maiores causadores de malefícios a sociedade como: Empresas áreas, pois em seus acidentes, mesmo sendo relativamente pequenos, causam uma perda em números gigantescos. Propaganda de automóveis, considerados por muitos como “uma arma”, causa mais acidentes e mortes do que qualquer outro meio de transporte, em fim só tende a aumentar nesse quesito.
                A melhor forma de se proteger uma criança, seja do que for, é a tão conhecida educação. Analisando o que pode causar mal a saúde de alguém com a ingestão de alimentos alguns causais são: Ingestão indevida, ingestão excessiva, ingestão irregular (quando a pessoa não pode por algum motivo ingerir o alimento), ingestão anormal (ingerir o alimento por vias anormais), e não constam registros da propaganda.
O que deve ficar claro é que a forma de ingestão não é ditada ou colocada pela publicidade. Pois todos os produtos que são oferecidos no Brasil, devem por lei conter em suas embalagens ou  manuais valores, dados e informações que apresentem esse produto e seus malefícios.
A noção é que nenhuma pessoa pode responder por seus atos antes dos 18 anos, fica a cargo de um responsável social, normalmente os pais, que até essa idade vão guiar e definir o que essa criança pode ou não consumir, pode ou não ver, sendo assim os que definem as ações para essa pessoa.
                Não é cargo da publicidade colocar isso em pauta, pois ela não é causadora funcional de nenhum mal a saúde das pessoas, pois vai contra seus objetivos.
                O principal mal social, é querer impor o que é de bem social, de forma a influenciar  de maneira ilegal algo, propaganda é um bem social defendido por lei, e não tem como objetivo ditar formas e quantidades de consumo.
                Trabalhar a publicidade em apenas informar o que “é bom” para os cidadãos é característico de regimes autoritários, sendo o Brasil um pais que já aboliu esse regime, e um dos meios que possibilitou isso foram a dispersão de informação por meio da publicidade, é uma falta de respeito interferir no  fator escolha do consumidor. A liberdade de escolha é imprescindível para o exercício e amadurecimento da democracia e cidadania.   


Autor: Leonardo Luis Lucina | Matheus Farah Zaia | Paulo Roberto Natal | Diego Hartkopf | Marcelo Ferrari